segunda-feira, 15 de junho de 2009
Retorno do ônibus espacial Atlantis fica para sábado (23) por causa do mau tempo
A Nasa adiou para sábado (23) a aterrissagem do ônibus espacial Atlantis devido ao mau tempo no estado da Flórida, onde estava prevista nesta sexta a chegada da nave, após sua missão no telescópio Hubble. A agência tinha previsto duas tentativas de aterrissagem, a primeiro às 11h de Brasília e a segunda às 12h39 de Brasília. O ônibus voltará a tentar a aterrissagem no sábado, no Centro Espacial Kennedy da Flórida. Caso ocorra algum imprevisto, o Atlantis pode tentar descer na base Edwards da Força Aérea, na Califórnia. As opções de aterrissagem para o domingo incluem Flórida, Califórnia e Novo México. Durante sua última missão de serviço de 11 dias ao telescópio espacial Hubble, a tripulação do "Atlantis" realizou cinco caminhadas espaciais, durante as quais modernizou os sistemas e substituiu e consertou peças do telescópio colocado em órbita há 19 anos. A missão, considerada uma das mais perigosas no programa das naves, permitirá que o observatório continue operando pelo menos durante por mais cinco anos, segundo cálculos dos cientistas da agência espacial dos EUA. O sucesso da missão foi comemorado na quinta-feira pelo presidente americano, Barack Obama, em uma comunicação com o comandante Scott Altman, a quem transmitiu felicitações. "Estou orgulhoso do que conseguiram. Esta missão de conserto no espaço proporcionou um exemplo maravilhoso da dedicação e do compromisso com a pesquisa que representa os Estados Unidos", acrescentou Obama. "O Hubble é um símbolo de nossa busca pelo conhecimento", disse.
Aluna da sexta série batiza próximo jipe marciano da Nasa
Curiosity (Curiosidade) é o nome dado ao sucessor dos atuais rovers.'A curiosidade é uma chama eterna na mente de todos', escreveu a menina

Depois do Spirit e do Oportunity, será o vez do Curiosity. O nome, ideia de Clara Ma, aluna da sexta série de uma escola no estado americano do Kansas, será dado ao Mars Science Laboratory, novo jipe robótico que a Nasa enviará a Marte em 2011. O jipe, ou rover, como os americanos o chamam, estará equipado com sistemas destinados a procurar sinais de vida passada ou até moderna no planeta vermelho.
aluna ganhou uma competição organizada entre estudantes americanos para batizar a sonda com uma redação na qual escreveu: "A curiosidade é uma chama eterna que queima na mente de todo mundo. Ela me faz querer sair da cama de manhã e imaginar que surpresas a vida vai lançar na minha frente naquele dia".
Nasa descobre local de vazamento de hidrogênio do ônibus espacial
Endeavour teve lançamento adiado após a descoberta do problema. Ônibus vai levar astronautas para a Estação Espacial Internacional
o problema foi detectado no sistema de ventilação do tanque externo de combustível do Endeavour. Segundo a Nasa, o problema foi similar ao ocorrido em março com o ônibus espacial Discovery. No final do dia, a Nasa vai avaliar como estão os reparos e tentar definir uma nova data para a decolagem do Endevour. O ônibus espacial vai levar astronautas para a ISS, a estação espacial internacional.
O Endeavour tem como missão entregar e instalar os últimos módulos do laboratório científico Kibo durante cinco caminhadas espaciais, levar novos equipamentos ao complexo e substituir um dos ocupantes da ISS –o engenheiro japonês Kohichi Wakata, que voltará à Terra depois de permanecer quatro meses na ISS.

o problema foi detectado no sistema de ventilação do tanque externo de combustível do Endeavour. Segundo a Nasa, o problema foi similar ao ocorrido em março com o ônibus espacial Discovery. No final do dia, a Nasa vai avaliar como estão os reparos e tentar definir uma nova data para a decolagem do Endevour. O ônibus espacial vai levar astronautas para a ISS, a estação espacial internacional.
O Endeavour tem como missão entregar e instalar os últimos módulos do laboratório científico Kibo durante cinco caminhadas espaciais, levar novos equipamentos ao complexo e substituir um dos ocupantes da ISS –o engenheiro japonês Kohichi Wakata, que voltará à Terra depois de permanecer quatro meses na ISS.
Pesquisa decifra causa de doença neurodegenerativa
Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, desvendaram o mecanismo bioquímico de um gene defeituoso sobre o sistema nervoso para criar a devastação física e mental causada pela doença de Huntington, um grave problema neurodegenerativo. A descoberta foi divulgada na versão online da revista "Nature Neuroscience.
Os pesquisadores pretendiam mostrar como o gene ativa uma enzima chamada JNK3, expressada apenas em neurônios, e quais eram os efeitos nas funções da célula. Há décadas, a comunidade científica sabe que pessoas com a doença têm uma mutação em um gene chamado de huntingtin. Segundo o coautor do estudo, Scott Brady, a mutação existe desde o início, mas há alguns aspectos intrigantes na doença.
Os cientistas encontraram nas pequenas concentrações do gene defeituoso um inibidor do transporte de proteínas sintetizadas no corpo da célula para os axônios, local das sinapses (as ligações entre as células nervosas). O menor envio de proteínas resulta em menos atividade dos neurônios. Isso faz com que os neurônios comecem a morrer e explica o aparecimento da doença tardiamente, já que a ativação do gene reduz a transmissão, mas não o elimina completamente. Neurônios jovens têm um sistema de transporte robusto, que é diminuído com a idade. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Os pesquisadores pretendiam mostrar como o gene ativa uma enzima chamada JNK3, expressada apenas em neurônios, e quais eram os efeitos nas funções da célula. Há décadas, a comunidade científica sabe que pessoas com a doença têm uma mutação em um gene chamado de huntingtin. Segundo o coautor do estudo, Scott Brady, a mutação existe desde o início, mas há alguns aspectos intrigantes na doença.
Os cientistas encontraram nas pequenas concentrações do gene defeituoso um inibidor do transporte de proteínas sintetizadas no corpo da célula para os axônios, local das sinapses (as ligações entre as células nervosas). O menor envio de proteínas resulta em menos atividade dos neurônios. Isso faz com que os neurônios comecem a morrer e explica o aparecimento da doença tardiamente, já que a ativação do gene reduz a transmissão, mas não o elimina completamente. Neurônios jovens têm um sistema de transporte robusto, que é diminuído com a idade. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
sábado, 6 de junho de 2009
SEXO COMPULSIVO
Sexo Compulsivo: Verdades Sobre a Erotomania, Ninfomania, Hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo
O desejo sexual pode ser demonstrado por um modelo hipotético, em um continuum onde o desejo, em um extremo, é praticamente nulo, correspondendo ao Transtorno de Aversão Sexual, e no outro, o Desejo Sexual Hiperativo, quando o desejo está em excesso.
Desejo Sexual Hiperativo
Desejo Sexual Normal (alto ou baixo)
Desejo Sexual Hipoativo Leve
Desejo Sexual Hipoativo Grave
Aversão Sexual (Fobia Sexual)
A erotomania e a ninfomania são termos que indicam um exagero do desejo sexual por parte de um homem e de uma mulher, respectivamente.
Tais quadros são cientificamente conhecidos como Desejo Sexual Hiperativo (DSH) e manifestam-se principalmente por desregulação ou falta de controle da motivação sexual.
Como se manifesta o Desejo Sexual Hiperativo?
A pessoa espontaneamente apresenta um nível elevado de desejo e de fantasias sexuais, aumento de freqüência sexual com compulsividade ao ato, controle inadequado dos impulsos e grande sofrimento. Preocupa-se a tal ponto com seus pensamentos e sentimentos sexuais que acaba por prejudicar suas atividades diárias e relacionamentos afetivos. Em geral não apresenta disfunções sexuais (como ejaculação precoce ou impotência), funcionando relativamente bem como um todo. Engaja-se em atividade masturbatória ou no coito, mesmo sob risco de perder os seus relacionamentos amorosos (busca de alta rotatividade de parceiros) ou a própria saúde (Hepatite B e C, HIV). Quando tenta evitar e controlar o impulso para o sexo, a pessoa pode ficar tensa, ansiosa ou depressiva. A pressão para a expressão sexual retorna e a pessoa sente-se escrava de seus próprios desejos. A ansiedade pré-atividade sexual, a intensa gratificação após o orgasmo e a culpa após o ato não são raras.
Pode-se observar níveis diferentes de adição ao sexo, desde masturbação compulsiva e prostituição, a alguns comportamentos parafílicos (perversos) como exibicionismo, voyeurismo ou mesmo pedofilia (abuso sexual de crianças) e estupro.
Hoje em dia, com o maior acesso aos meios de comunicação como internet, encontramos uma nova modalidade de hipersexualidade: compulsão sexual virtual (sexo virtual), atingindo mais de 2.000.000 de pessoas que gastam de 15 a 25 horas em frente ao computador navegando em sites de sexo.
O Que Causa?
O Desejo Sexual Hiperativo é uma síndrome que pode se originar de diferentes causas. Por vezes, é visto como um problema de adição e dependência ao sexo, similar às drogadições de cocaína, álcool ou heroína. Pode ser encarado como um problema de comportamento mal adaptado, onde o ato repetitivo de busca de prazer sexual foi aprendido ao longo da vida como tranqüilizante, diminuindo sentimentos de ansiedade, medo e solidão. Também podemos compreender esse distúrbio como uma doença, com alterações anormais no balanço de substâncias neurais (neurotransmissores).
Nas teorias psicanalíticas, a hipersexualidade pode ser entendida como uma fixação nos níveis pré-edípicos do desenvolvimento sexual, na fase anal, mais especificamente, onde as ansiedades são deslocadas para comportamentos compulsivos.
O conjunto de sintomas apresentados pelo DSH pode, na verdade, representar transtornos diferentes, cada qual devendo ser tratado de forma distinta, conforme sua possível causa.
E Tem Tratamento?
Normalmente é o psiquiatra ou o terapeuta sexual que é procurado ou indicado para esse tipo de transtorno.
As linhas de tratamento podem ser empregadas isoladas, mas tem se recorrido muito a tipos de tratamentos combinados, como o uso de medicação concomitantemente à psicoterapia cognitivo comportamental ou focal.
Os grupos de apoio tem demonstrado grande utilidade como terapia adjuvante.
Algumas drogas podem ser utilizadas nos casos em que a compulsão ao sexo é predominante, como os Inibidores da Recaptação da Serotonina.
Para aquelas pessoas que apresentam sintomas de voyeurismo ou exibicionismo, a psicoterapia de orientação analítica é a mais indicada, exigindo maior tempo de tratamento.
Em casos mais graves, onde a compulsão coloca outras pessoas também em risco (como abuso sexual ou estupro), pode-se fazer uso de algumas medicações a base de hormônios (progesterona) que inibam o desejo sexual.
Em alguns casos, a internação do paciente se faz necessária para contenção de riscos.
O desejo sexual pode ser demonstrado por um modelo hipotético, em um continuum onde o desejo, em um extremo, é praticamente nulo, correspondendo ao Transtorno de Aversão Sexual, e no outro, o Desejo Sexual Hiperativo, quando o desejo está em excesso.
Desejo Sexual Hiperativo
Desejo Sexual Normal (alto ou baixo)
Desejo Sexual Hipoativo Leve
Desejo Sexual Hipoativo Grave
Aversão Sexual (Fobia Sexual)
A erotomania e a ninfomania são termos que indicam um exagero do desejo sexual por parte de um homem e de uma mulher, respectivamente.
Tais quadros são cientificamente conhecidos como Desejo Sexual Hiperativo (DSH) e manifestam-se principalmente por desregulação ou falta de controle da motivação sexual.
Como se manifesta o Desejo Sexual Hiperativo?
A pessoa espontaneamente apresenta um nível elevado de desejo e de fantasias sexuais, aumento de freqüência sexual com compulsividade ao ato, controle inadequado dos impulsos e grande sofrimento. Preocupa-se a tal ponto com seus pensamentos e sentimentos sexuais que acaba por prejudicar suas atividades diárias e relacionamentos afetivos. Em geral não apresenta disfunções sexuais (como ejaculação precoce ou impotência), funcionando relativamente bem como um todo. Engaja-se em atividade masturbatória ou no coito, mesmo sob risco de perder os seus relacionamentos amorosos (busca de alta rotatividade de parceiros) ou a própria saúde (Hepatite B e C, HIV). Quando tenta evitar e controlar o impulso para o sexo, a pessoa pode ficar tensa, ansiosa ou depressiva. A pressão para a expressão sexual retorna e a pessoa sente-se escrava de seus próprios desejos. A ansiedade pré-atividade sexual, a intensa gratificação após o orgasmo e a culpa após o ato não são raras.
Pode-se observar níveis diferentes de adição ao sexo, desde masturbação compulsiva e prostituição, a alguns comportamentos parafílicos (perversos) como exibicionismo, voyeurismo ou mesmo pedofilia (abuso sexual de crianças) e estupro.
Hoje em dia, com o maior acesso aos meios de comunicação como internet, encontramos uma nova modalidade de hipersexualidade: compulsão sexual virtual (sexo virtual), atingindo mais de 2.000.000 de pessoas que gastam de 15 a 25 horas em frente ao computador navegando em sites de sexo.
O Que Causa?
O Desejo Sexual Hiperativo é uma síndrome que pode se originar de diferentes causas. Por vezes, é visto como um problema de adição e dependência ao sexo, similar às drogadições de cocaína, álcool ou heroína. Pode ser encarado como um problema de comportamento mal adaptado, onde o ato repetitivo de busca de prazer sexual foi aprendido ao longo da vida como tranqüilizante, diminuindo sentimentos de ansiedade, medo e solidão. Também podemos compreender esse distúrbio como uma doença, com alterações anormais no balanço de substâncias neurais (neurotransmissores).
Nas teorias psicanalíticas, a hipersexualidade pode ser entendida como uma fixação nos níveis pré-edípicos do desenvolvimento sexual, na fase anal, mais especificamente, onde as ansiedades são deslocadas para comportamentos compulsivos.
O conjunto de sintomas apresentados pelo DSH pode, na verdade, representar transtornos diferentes, cada qual devendo ser tratado de forma distinta, conforme sua possível causa.
E Tem Tratamento?
Normalmente é o psiquiatra ou o terapeuta sexual que é procurado ou indicado para esse tipo de transtorno.
As linhas de tratamento podem ser empregadas isoladas, mas tem se recorrido muito a tipos de tratamentos combinados, como o uso de medicação concomitantemente à psicoterapia cognitivo comportamental ou focal.
Os grupos de apoio tem demonstrado grande utilidade como terapia adjuvante.
Algumas drogas podem ser utilizadas nos casos em que a compulsão ao sexo é predominante, como os Inibidores da Recaptação da Serotonina.
Para aquelas pessoas que apresentam sintomas de voyeurismo ou exibicionismo, a psicoterapia de orientação analítica é a mais indicada, exigindo maior tempo de tratamento.
Em casos mais graves, onde a compulsão coloca outras pessoas também em risco (como abuso sexual ou estupro), pode-se fazer uso de algumas medicações a base de hormônios (progesterona) que inibam o desejo sexual.
Em alguns casos, a internação do paciente se faz necessária para contenção de riscos.
TIPOS DE PROBLEMA SEXUAL
Sofrimento sexual: onde eu me encaixo?
Que problema Aline tem?
Aline tem 19 anos e recentemente arranjou um novo namorado, com o qual teve sua primeira relação sexual. Ficou bastante frustrada, pois não viu "estrelinhas coloridas" no final de sua transa, tampouco nos encontros seguintes. Aline fica molhada durante o início do jogo sexual, mas se preocupa constantemente em ter que chegar ao fim, em ter sua satisfação sexual plena. E não é falta de estímulo, pois seu parceiro é experiente e muito atencioso com ela.
Onde Paulo se encaixa?
Paulo sente-se envergonhado, mas não consegue controlar a tentação. Quando se percebe, já está a caminho da praça pública de uma cidade vizinha. Toma duas a três conduções, caminha por meia a uma hora e chega ao local próximo da noitinha. A praça foi escolhida já há semanas, é de movimento pequeno, jovens estudantes transitando após mais um dia de aula. Paulo aguarda excitado atrás do tronco de uma árvore. Quando percebe garotas vindo na sua direção, começa a se masturbar mais intensamente, expondo seus genitais a elas. Tem seu orgasmo apenas se elas lançarem um olhar para ele, dizerem algum desaforo ou, surpresas, baterem em retirada. Paulo ejacula e imediatamente abandona o local. Uma sensação de deleite e profundo prazer se acompanha de culpa e vergonha. Não retorna jamais ao mesmo lugar, com uma eterna desconfiança que seja reconhecido mesmo na sua cidade de moradia. Por isso Paulo não sai muito de casa, isola-se de amigos e fica esperando, ansioso e amedrontado, que essa tenha sido a última vez. Pelo menos, até o impulso voltar.
João sofre de quê?
João tem 28 anos e nunca se relacionou sexualmente com ninguém. Sempre teve impressão de ter nascido diferente, como se o tivessem colocado numa armadura , com vestimentas erradas e desejos contrários. João acredita ter sido uma falha da natureza, uma vingança dela contra sua forma de pensar. Entre amigos, prefere ser chamado pelo apelido de Jana e jamais se deixa observar nu, tendo nojo de seus órgãos genitais. Desde cedo, seus pais tentaram fazê-lo jogar bola, mas João preferia brincar de bonecas de papel com as meninas da vizinhança. João sente-se só e infeliz, humilhado e pouco compreendido por todos que o cercam. Tem uma vida falsa.
Tipos de Transtornos Sexuais: três grandes categorias
Os problemas sexuais são conhecidos como Transtornos Sexuais na linguagem médica. Dividem-se em três grandes grupos:
As Disfunções Sexuais
As Parafilias
Os Transtornos de Identidade de Gênero
Disfunção Sexual
A Disfunção Sexual é um problema que pode afetar o desejo sexual e/ou alterar as respostas psicofisiológicas do corpo frente aos estímulos sexuais, causando sofrimento e insatisfação não só na pessoa, como também no seu par. Aline não consegue chegar ao orgasmo, frustrando-se constantemente. Ela tem Anorgasmia.
Outras Disfunções Sexuais femininas são: Desejo Sexual Hipoativo, Aversão Sexual, Transtorno de Excitação (Frigidez), Dispareunia (dor na relação sexual) e Vaginismo (contração involuntária dos músculos perineais que impedem a penetração).
Nos homens, encontramos o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo, a Aversão Sexual, a Disfunção Erétil (Impotência), a Ejaculação Precoce (ou Prematura) e a Anorgasmia.
As disfunções sexuais são freqüentes e relativamente fáceis de se tratar com ajuda especializada, principalmente as que acometem as fases de excitação ou de orgasmo.
Parafilia
A parafilia antigamente era chamada de Desvio Sexual ou Perversão. É caracterizada pela presença de fantasias ou vontades sexuais estimulantes e persistentes relacionadas:
com objetos não humanos
com humilhação de si mesmo ou de parceiros
com crianças ou pessoas que não estão consentindo com o ato sexual
Paulo tem uma Parafilia chamada de Exibicionismo, onde há uma necessidade repetida de se obter prazer expondo-se sexualmente a pessoas estranhas, sem os seus consentimentos.
Outras formas de Parafilia são: o Sadomasoquismo (quando a satisfação erótica advém da prática de maus tratos físicos e/ou morais infligidos ao parceiro sexual e a si mesmo), a Pedofilia (sexo com crianças), o Voyeurismo (espiar pessoas estranhas nuas ou tendo sexo sem estas perceberem), o Fetichismo (quando o prazer consiste em amar não à pessoa, mas a uma parte dela ou um objeto de seu uso), o Frotteurismo e o Fetichismo Transvéstico.
O tratamento básico para esses tipos de problema sexual é a psicoterapia.
Transtorno de identidade de gênero
O Transtorno de Identidade de Gênero caracteriza-se pela pessoa acreditar ou querer ser do sexo oposto, tendo um sofrimento e uma estranheza muito grande com seu próprio sexo e com o seu papel social. João tem esse tipo de problema sexual. O tratamento desse transtorno é mais difícil de ser feito. Por vezes, essas pessoas mudam de sexo através de uma série de cirurgias plásticas reconstrutivas. É indispensável que a pessoa procure atendimento psiquiátrico para, através de psicoterapia e apoio, poder enfrentar as dificuldades para assumir nova identidade e lidar com possíveis frustrações.
Que problema Aline tem?
Aline tem 19 anos e recentemente arranjou um novo namorado, com o qual teve sua primeira relação sexual. Ficou bastante frustrada, pois não viu "estrelinhas coloridas" no final de sua transa, tampouco nos encontros seguintes. Aline fica molhada durante o início do jogo sexual, mas se preocupa constantemente em ter que chegar ao fim, em ter sua satisfação sexual plena. E não é falta de estímulo, pois seu parceiro é experiente e muito atencioso com ela.
Onde Paulo se encaixa?
Paulo sente-se envergonhado, mas não consegue controlar a tentação. Quando se percebe, já está a caminho da praça pública de uma cidade vizinha. Toma duas a três conduções, caminha por meia a uma hora e chega ao local próximo da noitinha. A praça foi escolhida já há semanas, é de movimento pequeno, jovens estudantes transitando após mais um dia de aula. Paulo aguarda excitado atrás do tronco de uma árvore. Quando percebe garotas vindo na sua direção, começa a se masturbar mais intensamente, expondo seus genitais a elas. Tem seu orgasmo apenas se elas lançarem um olhar para ele, dizerem algum desaforo ou, surpresas, baterem em retirada. Paulo ejacula e imediatamente abandona o local. Uma sensação de deleite e profundo prazer se acompanha de culpa e vergonha. Não retorna jamais ao mesmo lugar, com uma eterna desconfiança que seja reconhecido mesmo na sua cidade de moradia. Por isso Paulo não sai muito de casa, isola-se de amigos e fica esperando, ansioso e amedrontado, que essa tenha sido a última vez. Pelo menos, até o impulso voltar.
João sofre de quê?
João tem 28 anos e nunca se relacionou sexualmente com ninguém. Sempre teve impressão de ter nascido diferente, como se o tivessem colocado numa armadura , com vestimentas erradas e desejos contrários. João acredita ter sido uma falha da natureza, uma vingança dela contra sua forma de pensar. Entre amigos, prefere ser chamado pelo apelido de Jana e jamais se deixa observar nu, tendo nojo de seus órgãos genitais. Desde cedo, seus pais tentaram fazê-lo jogar bola, mas João preferia brincar de bonecas de papel com as meninas da vizinhança. João sente-se só e infeliz, humilhado e pouco compreendido por todos que o cercam. Tem uma vida falsa.
Tipos de Transtornos Sexuais: três grandes categorias
Os problemas sexuais são conhecidos como Transtornos Sexuais na linguagem médica. Dividem-se em três grandes grupos:
As Disfunções Sexuais
As Parafilias
Os Transtornos de Identidade de Gênero
Disfunção Sexual
A Disfunção Sexual é um problema que pode afetar o desejo sexual e/ou alterar as respostas psicofisiológicas do corpo frente aos estímulos sexuais, causando sofrimento e insatisfação não só na pessoa, como também no seu par. Aline não consegue chegar ao orgasmo, frustrando-se constantemente. Ela tem Anorgasmia.
Outras Disfunções Sexuais femininas são: Desejo Sexual Hipoativo, Aversão Sexual, Transtorno de Excitação (Frigidez), Dispareunia (dor na relação sexual) e Vaginismo (contração involuntária dos músculos perineais que impedem a penetração).
Nos homens, encontramos o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo, a Aversão Sexual, a Disfunção Erétil (Impotência), a Ejaculação Precoce (ou Prematura) e a Anorgasmia.
As disfunções sexuais são freqüentes e relativamente fáceis de se tratar com ajuda especializada, principalmente as que acometem as fases de excitação ou de orgasmo.
Parafilia
A parafilia antigamente era chamada de Desvio Sexual ou Perversão. É caracterizada pela presença de fantasias ou vontades sexuais estimulantes e persistentes relacionadas:
com objetos não humanos
com humilhação de si mesmo ou de parceiros
com crianças ou pessoas que não estão consentindo com o ato sexual
Paulo tem uma Parafilia chamada de Exibicionismo, onde há uma necessidade repetida de se obter prazer expondo-se sexualmente a pessoas estranhas, sem os seus consentimentos.
Outras formas de Parafilia são: o Sadomasoquismo (quando a satisfação erótica advém da prática de maus tratos físicos e/ou morais infligidos ao parceiro sexual e a si mesmo), a Pedofilia (sexo com crianças), o Voyeurismo (espiar pessoas estranhas nuas ou tendo sexo sem estas perceberem), o Fetichismo (quando o prazer consiste em amar não à pessoa, mas a uma parte dela ou um objeto de seu uso), o Frotteurismo e o Fetichismo Transvéstico.
O tratamento básico para esses tipos de problema sexual é a psicoterapia.
Transtorno de identidade de gênero
O Transtorno de Identidade de Gênero caracteriza-se pela pessoa acreditar ou querer ser do sexo oposto, tendo um sofrimento e uma estranheza muito grande com seu próprio sexo e com o seu papel social. João tem esse tipo de problema sexual. O tratamento desse transtorno é mais difícil de ser feito. Por vezes, essas pessoas mudam de sexo através de uma série de cirurgias plásticas reconstrutivas. É indispensável que a pessoa procure atendimento psiquiátrico para, através de psicoterapia e apoio, poder enfrentar as dificuldades para assumir nova identidade e lidar com possíveis frustrações.
Condicionamento cardiovascular pode salvar vidas, mostra pesquisa
Mortalidade de sedentários é até 70% maior do que os treinados.O ideal é ter atividade física mais intensa, e não mera caminhada
Indivíduos com baixos índices de capacidade aeróbica têm um risco de mortalidade geral 70% maior do que os treinados. Se pensarmos somente na doença cardiovascular, o aumento de risco é de cerca de 60%, novamente em comparação com os indivíduos com boa capacidade aeróbica.
Leia mais Saúde em foco
Para chegar a essa conclusão, pesquisadores japoneses realizaram uma ampla revisão dos trabalhos já publicados sobre esse tema. Foram identificados mais de 30 artigos científicos, envolvendo mais de 100 mil pessoas. Os participantes tinham idades entre 37 e 57 anos, e o acompanhamento nas pesquisas chegava a 26 anos de duração.
EscalaA capacidade aeróbica é avaliada através de testes de esforço onde se consegue determinar seu máximo e pode ser quantificada em uma unidade chamada MET. Confira a chamada escala de índice de atividade de Duke abaixo:
1 - 4 Equivalente metabólico Atividades caseiras diárias. Caminhar ao redor da casa. Caminhar com 1-2 obstáculos no plano a 3-5 km/h.
5 - 9 Equivalente metabólico Subir escadas, caminhar no morro. Caminhar no plano > 6 km/h. Correr curtas distâncias. Atividades moderadas (golfe, dançar, caminhar na montanha).
10 Equivalente metabólico Esportes extremos (natação, tênis, bicicleta). Trabalho pesado.
Usando essa padronização os pesquisadores conseguiram definir 3 faixas de condicionamento e seu impacto sobre o risco de morrer. Abaixo de 7,0 MET estava a baixa capacidade aeróbica, de 8,0 a 10 MET estava a faixa intermediária e acima de 10,9 MET estavam os mais condicionados.
Saudáveis, mas sedentários Indivíduos saudáveis porém com baixa capacidade aeróbica tem um risco 40% maior de morrer de qualquer causa do que os com capacidade intermediária. O risco de morte por doença cardiovascular é 47% mais alto para os sedentários do que os com capacidade intermediária.
Uma importante descoberta dessa revisão foi a quantificação da melhora de capacidade aeróbica sobre a saúde dos indivíduos. Para cada aumento de 1 MET na capacidade máxima a circunferência abdominal dos indivíduos diminui 7 cm, a pressão arterial sistólica se reduz em 5 mmHg. Os triglicerídeos caem, bem como a glicose em jejum, e ocorre um aumento do colesterol HDL, o bom colesterol.
Como a capacidade aeróbica pode ser determinada por um teste de esforço cardiológico, essa pode ser uma boa ferramenta para os médicos acompanharem seus pacientes, demonstrando os benefícios para motivá-los.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN. Leia mais notícias de Ciência e Saúde
Indivíduos com baixos índices de capacidade aeróbica têm um risco de mortalidade geral 70% maior do que os treinados. Se pensarmos somente na doença cardiovascular, o aumento de risco é de cerca de 60%, novamente em comparação com os indivíduos com boa capacidade aeróbica.
Leia mais Saúde em foco
Para chegar a essa conclusão, pesquisadores japoneses realizaram uma ampla revisão dos trabalhos já publicados sobre esse tema. Foram identificados mais de 30 artigos científicos, envolvendo mais de 100 mil pessoas. Os participantes tinham idades entre 37 e 57 anos, e o acompanhamento nas pesquisas chegava a 26 anos de duração.
EscalaA capacidade aeróbica é avaliada através de testes de esforço onde se consegue determinar seu máximo e pode ser quantificada em uma unidade chamada MET. Confira a chamada escala de índice de atividade de Duke abaixo:
1 - 4 Equivalente metabólico Atividades caseiras diárias. Caminhar ao redor da casa. Caminhar com 1-2 obstáculos no plano a 3-5 km/h.
5 - 9 Equivalente metabólico Subir escadas, caminhar no morro. Caminhar no plano > 6 km/h. Correr curtas distâncias. Atividades moderadas (golfe, dançar, caminhar na montanha).
10 Equivalente metabólico Esportes extremos (natação, tênis, bicicleta). Trabalho pesado.
Usando essa padronização os pesquisadores conseguiram definir 3 faixas de condicionamento e seu impacto sobre o risco de morrer. Abaixo de 7,0 MET estava a baixa capacidade aeróbica, de 8,0 a 10 MET estava a faixa intermediária e acima de 10,9 MET estavam os mais condicionados.
Saudáveis, mas sedentários Indivíduos saudáveis porém com baixa capacidade aeróbica tem um risco 40% maior de morrer de qualquer causa do que os com capacidade intermediária. O risco de morte por doença cardiovascular é 47% mais alto para os sedentários do que os com capacidade intermediária.
Uma importante descoberta dessa revisão foi a quantificação da melhora de capacidade aeróbica sobre a saúde dos indivíduos. Para cada aumento de 1 MET na capacidade máxima a circunferência abdominal dos indivíduos diminui 7 cm, a pressão arterial sistólica se reduz em 5 mmHg. Os triglicerídeos caem, bem como a glicose em jejum, e ocorre um aumento do colesterol HDL, o bom colesterol.
Como a capacidade aeróbica pode ser determinada por um teste de esforço cardiológico, essa pode ser uma boa ferramenta para os médicos acompanharem seus pacientes, demonstrando os benefícios para motivá-los.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN. Leia mais notícias de Ciência e Saúde
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